domingo, 16 de junho de 2013

MOTOR ELÉTRICO


O funcionamento de um motor elétrico baseia-se na relação entre eletricidade e magnetismo descoberta por Oersted, ocasionalmente, em 1819. Segundo o experimento de Oersted, um fio condutor de corrente elétrica sofre a ação de uma força magnética quando é colocado próximo a um campo magnético. Depois dessa descoberta os estudos de eletromagnetismo se intensificaram até se chegar aos motores elétricos dos dias atuais, que se apresentam nas mais variadas formas e tamanhos.

Os motores elétricos são máquinas que convertem energia elétrica em energia mecânica produzindo um movimento de rotação angular que faz funcionar muitos aparelhos e eletrodomésticos. Alguns são alimentados por pilhas ou baterias (motores de corrente contínua: CC ou AC); outros, podem ser alimentados diretamente pela rede elétrica (motores de corrente alternada: CA ou DC).

Neste experimento apresentamos um motor totalmente caseiro e outro retirado de um brinquedo eletrônico. O motor retirado do brinquedo eletrônico possui um led que indica, apagando ou acendendo, a mudança no sentido de rotação. Esse motor é muito semelhante aos motores presentes na maioria dos eletrodomésticos de nossas casas, mas tanto o motor caseiro como o motor retirado do brinquedo, apresentam o mesmo princípio eletromagnético de funcionamento.

O motor totalmente caseiro é constituído por uma base de madeira onde foi fixado um imã natural entre duas hastes de fio de cobre (mancais) que estão ligados aos respectivos polos (positivo e negativo) das pilhas. Esses mancais sustentam uma bobina com 40 espiras que fica livre para efetuar o movimento circular quando o motor é ligado. O imã fixo na base de madeira tem um de seus polos voltado para a bobina. Quando o motor é ligado, a corrente elétrica percorre as espiras transformando a bobina em um eletroímã (imã não natural); quando a bobina tiver o mesmo tipo de polo do imã fixo, sofrerá uma força de repulsão que a colocará em movimento circular. Esse movimento muitas vezes depende de um empurrão inicial. Quando invertermos o sentido da corrente elétrica, também invertemos os polos do imã não natural (bobina) passando, este, a girar em sentido contrário.

Durante o movimento do motor caseiro a bobina, em certo momento, pode ficar com polo contrário ao do imã fixo surgindo uma força, neste caso, de atração. Isso fará com que a bobina (rotor) tenha seu movimento amortecido ou pare. Para resolver esse problema, evitando o fim do movimento da bobina, usamos uma de suas extremidades, que serve como eixo, totalmente raspada por onde a corrente pode fluir livremente e, a outra, semirraspada, de forma que a corrente só passará quando a parte raspada estiver em contato com a haste. Dessa forma, uma parte da volta efetuada pela bobina ocorre devido a força magnética de repulsão (quando há corrente elétrica passando por ela); a outra metade da volta ocorre devido a própria inércia da bobina (quando não há corrente elétrica passando por ela).   (J.M.)

                                                           
                                                                                  

sexta-feira, 31 de maio de 2013

MARCELO DAMY DE SOUZA SANTOS

O físico Marcelo Damy de Souza Santos construiu o acelerador de partículas betraton, além de participar dos estudos brasileiros em torno da energia atômica, que resultaram na construção do primeiro reator nuclear do país. Damy  também realizou extenso estudo sobre componentes penetrantes da radiação cósmica e fabricação de sonares para a marinha. O propósito das pesquisas sobre raios cósmicos era estudar a natureza dos chuveiros penetrantes de raios cósmicos (raios cósmicos que atingem a Terra e são acompanhados por um grupo de partículas). Nos chuveiros cósmicos aparecem partículas - depois identificadas como mésons - que tinham um grande poder de penetração, sem perder parte apreciável de sua energia. Damy, Gleb Wataghin e Paulus Aulus Pompéia descobriram que esses chuveiros são muito penetrantes, e o trabalho foi publicado no exterior. Passou por Cambridge e Oxford e participou da Comissão de Energia Atômica do Conselho Nacional de Pesquisas. Foi professor da Faculdade de Filosofia e do Instituto de Física da USP; do IEA, CNEN, IPEN e UNICAMP, além de pesquisador e cientista da marinha brasileira. Em colaboração com o professor Crodowaldo Pavan, escreveu Energia atômica e o futuro do homem. Exerceu a função de professor titular de Física Nuclear na PUC-SP e foi orientador de pesquisas no curso de pós-graduação do IPEN. Nasceu em 14 de junho de 1914, em Campinas e faleceu em 29 de novembro de 2009, em São Pauo. 
                                                                          Fonte: www.canalciencia.ibict.br

quinta-feira, 30 de maio de 2013

ÁLVARO ALBERTO

O Almirante Álvaro Alberto da Motta Silva foi pioneiro nas pesquisas brasileiras sobre energia nuclear e um dos autores do projeto de criação do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq). Físico e engenheiro formado pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, incluiu o estudo de física nuclear no currículo da Escola Naval. Álvaro Alberto foi representante do Brasil na Comissão de Energia Atômica da Organização das Nações Unidas e lutou contra as pressões americanas para alcançar o controle de propriedade das reservas mundiais de tório e urânio. Em meados de 1945, Álvaro Alberto e os representantes russos se opuseram às propostas do Plano Baruch. O almirante qualificou a política dos EUA de "tentativa de desapropriação". Foi membro da Academia Brasileira de Ciências e do CNPq, ao lado de César Lattes, Euvaldo Lodi e Marcelo Damy. Quando presidiu o CNPq, participou ativamente da criação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada do Instituto de Pesquisas da Amazônia, do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação e da Comissão Nacional de Energia Atômica. Nasceu em 22 de abril de 1889, no Rio de Janeiro e faleceu em 1976.
                                                            Fonte: www.canalciencia.ibict.br

domingo, 26 de maio de 2013

FRANCISCO MAGALHÃES GOMES

Francisco Magalhães Gomes começou a se envolver nos estudos de física nuclear por aptidão e porque tinha visitado as instituições de pesquisa da energia atômica americanas, com exceção das unicamente voltadas para a guerra. Participou da criação e dirigiu o Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR) da Escola de Engenharia da UFMG. Também foi peça importante no sucesso do curso de física da Faculdade de Filosofia e do Instituto de Ciências Exatas (Icex) da mesma Universidade. Na época de implantação do IPR, enfrentou resistências e hostilidades. Um jornal mineiro publicou uma notícia falsa de que o instituto estaria produzindo a bomba atômica no Brasil. Mas Francisco que, na época, foi apelidado de "Chico bomba atômica" sempre se disse inimigo das armas nucleares. Seu trabalho contribuiu significativamente para a formação de gerações de físicos teóricos e experimentais. Destacou-se, ainda, na carreira de professor, pelos estudos na área de história da ciência. Foi indicado pelo papa João Paulo II para participar de uma comissão de revisão do processo da igreja Católica contra Galileu. Daí surgiram seus conhecidos estudos sobre o cientista. Francisco acreditava que Galileu não era devidamente valorizado por sua contribuição à ciência. O físico nasceu em 1906 e morreu em 1990.
                                                   Fonte: www.canalciencia.ibict.br

quinta-feira, 23 de maio de 2013

MÁRIO SCHENBERG

O físico e crítico de arte Mário Schenberg trabalhou com mecânica quântica, termodinâmica e astrofísica. O destaque da carreira de Schenberg é o chamado Processo Urca, que permitiu entender o colapso de estrelas supernovas. Publicou mais de uma centena de trabalhos em física, além de escrever muitos trabalhos  em matemática. Schenberg chegou a uma das principais descobertas de sua carreira: o Processo Urca, em 1940, quando o brasileiro estava nos Estados Unidos a convite do astrofísico russo George Gamow. Estudou e trabalhou na Escola Politécnica de São Paulo. Inaugurou a cadeira de Mecânica Celeste e Superior do Departamento de Física da FFCL, atual Instituto de Física da USP. Foi membro do Institute for Advanced Studies de Princeton e do Observatório Astronômico de Yerkes. Criou o Laboratório de Estado Sólido da USP, instalou o primeiro computador da Universidade, criando o curso de computação. Nasceu em 2 de julho de 1914, em Recife e faleceu em 10 de novembro de 1990.      
                                                                 Fonte: www.canalciencia.ibict.br