terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O QUE É O VÁCUO?

                                                                                                         
Vácuo é um espaço onde nada é encontrado, ou seja, onde há ausência de matéria: líquidos, sólidos,  gases e até mesmo o ar. A palavra é derivada do latim: vakuus, que significa "vazio". Apesar de considerarmos que não existe matéria alguma no vácuo, a física quântica, que lida com coisas extremamente pequenas, leva em consideração o fato de que essas regiões contêm quantidades mínimas de energia, além de campos eletromagnéticos e gravitacionais. Portanto, o vácuo não pode ser considerado como um vazio total. Seu conceito é puramente teórico, pois só podemos obtê-lo, parcialmente.

O espaço mesmo sendo composto de muitos corpos massivos, tais como: estrelas, planetas, asteroides, lua e cometas, entre outros, é considerado um vácuo. Isso se deve ao fato de que o espaço é imenso. Entre esses corpos existem milhões de quilômetros de nada. Nesse espaço vazio, chamado de Espaço Interestelar, teoricamente, não existe matéria.

Podemos obter um vácuo, de forma muito simples, usando uma seringa descartável sem agulha. Para isso,  empurre o êmbolo até o final. Tampe a ponta da seringa com um dedo e puxe o êmbolo. O espaço que surge entre a ponta da seringa e a borracha do êmbolo é um exemplo de vácuo parcial.   (J.M.)

                                                               

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O QUE ACONTECERIA SE A TERRA PARASSE DE GIRAR?


Na verdade, os cientistas não sabem precisar exatamente quais as verdadeiras consequências disso para os  seres vivos que habitam a Terra, mas são categóricos ao afirmar que seria uma catástrofe inimaginável   que, para muitos, causaria a extinção total da vida sobre o nosso planeta.

Se acontecesse uma desaceleração do planeta seria um processo realizado de forma gradativa, demorando um pouco para ser percebido por nós. O primeiro fato a ser notado seria um prolongamento dos dias e das noites que aumentaria à proporção que a Terra fosse parando. Quando a Terra parasse totalmente, os dias e as noites seriam parecidos com os que ocorrem atualmente nos polos, ou seja, teriam uma duração de seis meses cada, o que destruiria os seres vivos de calor ou frio extremos. A incidência de luz na superfície da Terra seria determinada pelo seu movimento em torno do Sol. 

Se acontecesse uma parada brusca, a terra sofreria os efeitos da inércia, ou seja, tudo sobre sua superfície seria jogado para frente com uma velocidade aproximada de 1668 km/h, na linha do Equador. Com isso, todas as construções sobre a Terra seriam destruídas, além disso, fortíssimos terremotos assolariam o nosso planeta, causando uma destruição total. A velocidade de rotação da Terra varia de acordo com a posição, ou seja, quanto mais nos aproximamos dos polos, menor será a velocidade. Portanto, os efeitos da inércia seriam sentidos com maior intensidade na linha do Equador.   (J.M.)

                                                                

                                                                                  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PERISCÓPIO CASEIRO

                                                                               
O periscópio é um instrumento óptico que utiliza do princípio físico da reflexão de imagens em espelhos planos. O nome periscópio vem do grego periskopein, que significa "ver em volta". A invenção deste aparelho se deve ao russo Drzewiecki, em 1863, contudo o primeiro deles só foi construído em 1894 pelo italiano Ângelo Salmoiraghi.

Para visualizar imagens ou objetos, o instrumento deve ser colocado na posição vertical para que os raios luminosos emitidos pelos objetos incidam no espelho superior, sendo refletidos, em seguida, no espelho inferior. Após incidirem no segundo espelho (de baixo), os raios de luz refletem novamente e atingem o olho do observador, possibilitando a visualização do que, a principio, estaria fora do alcance da visão.

Nos submarinos, o periscópio é um aparelho fundamental para capturar imagens acima da água. Foi também  bastante utilizado em guerras, permitindo aos soldados, a observação do movimento inimigo de dentro das trincheiras. Atualmente, a indústria naval fabrica submarinos modernos com vários tipos de periscópios que possibilitam ampliações de imagens, assim como a obtenção de uma visão do zénite.   (J.M.)

                                                                 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

SUBMARINO DIDÁTICO (SD) - Princípio de Arquimedes e Princípio de Pascal

                                                                               
O experimento SD consiste num arranjo feito com uma seringa de 10 ml que nos permite observar os efeitos de forças que atuam num objeto imerso na água. Segundo Arquimedes, "Todo corpo sólido mergulhado num meio fluido (líquido ou gasoso), sofre a ação de uma força (empuxo) de baixo para cima, sendo sua intensidade igual ao peso do fluido deslocado pelo objeto". Este princípio nos permite entender porque um objeto mais denso que um fluido, afunda; um objeto menos denso, sobe e um de mesma densidade, permanece em equilíbrio (parado). A intensidade do empuxo aumenta a proporção que um objeto imerso num fluido, submerge.

Ao mergulharmos o SD numa garrafa pet cheia de água, sua parte superior fica no mesmo nível da água da garrafa. Isso ocorre porque o seu peso é menor que o empuxo exercido pela água. Fechando a garrafa e apertando-a, estamos fornecendo a mesma pressão a todos os pontos da água (Princípio de Pascal). Com essa pressão, a água penetra na parte inferior do SD (reservatório de água) através de um orifício, comprimindo o ar em um tubinho na parte superior. Com isso, há um aumento de sua massa e, consequentemente, de sua densidade que fica maior que a da água, fazendo com que ele afunde. Descomprimindo-se a garrafa, a pressão volta ao normal, a água do reservatório sai e a densidade do SD fica menor que a da água, fazendo com que ele suba.

O submarino verdadeiro funciona de modo parecido, pois em seu interior existem bombas de água que enchem e esvaziam o grande reservatório de água, que o circunda, através de uma abertura na parte inferior do seu casco. Quando o reservatório enche de água o ar que o preenchia é acomodado em tanques de ar comprimido.   (J.M.)

                                                               

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

EXPERIMENTO DE OERSTED

                                                                                                                                                         
O cientista dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) através de um experimento muito simples descobriu, em 1819, a relação entre eletricidade e magnetismo. Essa descoberta foi fundamental para a unificação desses dois ramos da física, passando a constituir um novo ramo denominado eletromagnetismo.

Oersted, durante uma aula de eletricidade, aproximou, ocasionalmente, uma bússola de um fio com corrente elétrica. Para sua surpresa, observou que a agulha se movia até se posicionar perpendicularmente ao fio e, quando o sentido da corrente era invertido, a agulha girava em sentido contrário. Então, Oersted  concluiu que um fio condutor percorrido por uma corrente elétrica gera, ao seu redor, um campo magnético cujo sentido depende do sentido da corrente elétrica. Como a agulha e o fio, com corrente elétrica, são campos magnéticos com polos iguais, há uma repulsão entre eles.

Esse efeito, que foi chamado EFEITO DE OERSTED, levou à fabricação do primeiro galvanômetro (instrumento usado para medir correntes de baixa intensidade) e marcou o início dos estudos pra se chegar ao desenvolvimento de motores, transformadores e geradores elétricos. Em 1820, Oersted publicou suas descobertas e apresentou seu experimento em Paris, despertando o interesse de grandes estudiosos da ciência.   (J.M.)